ESTUDO.MOISÉS E A ESCOLA DO DESERTO.
Uma breve síntese da história de um dos maiores lideres biblico já estudado.Moisés o amigo de Deus.
Apesar
de algumas pessoas se confundirem com a etnia de Moisés (v. 19), ele sabia que
era hebreu, não egípcio, e não podia evitar identificar-se com o sofrimento de
seu povo. Certo dia tomou a corajosa decisão de ajudá-los, mesmo que isso
significasse perder sua posição de nobre como filho adotivo da princesa (Hb
11.24-26). Os prazeres e tesouros do Egito desvaneceram quando ele se viu
ajudando a libertar o povo escolhido de Deus.
É
possível que o oficial egípcio não estivesse apenas disciplinando o escravo
hebreu, mas espancando-o com a intenção de mata-lo, pois é isso que pode
significar a palavra hebraica usada nesse caso. Assim, quando Moisés interferiu,
provavelmente estava salvando a vida de um homem. E se o egípcio voltou-se
contra Moisés, o que deve ter acontecido então Moisés também estava defendendo
a própria vida. Contudo, se o plano de Moisés era libertar os hebreus matando
os egípcios um por um, estava prestes a ter uma surpresa. No dia seguinte,
descobriu que os egípcios eram apenas parte do problema, pois os hebreus não
conseguiam nem chegar a um entendimento entre si! Quando tentou reconciliar os dois
hebreus, eles rejeitaram sua ajuda! Além disso, Moisés também ficou sabendo que
seu segredo havia sido revelado e que o Faraó estava atrás dele para matá-lo. A
única coisa que lhe restava fazer era fugir. Esses dois
episódios revelam Moisés como um homem compassivo e de motivações sinceras, mas
ao mesmo tempo impetuoso em suas atitudes. Sabendo disso, é de se admirar que,
mais tarde, ele tenha sido considerado "mais [manso] do que todos os homens
que havia sobre a terra" (Nm 12.3). Moisés deve ter ficado desolado com
sua tentativa fracassada de ajudar a libertar os hebreus. Por isso, Deus o
levou a Midiã e fez dele um pastor de ovelhas durante quarenta anos. Ele precisava
aprender que o livramento viria das mãos de Deus e não das mãos de Moisés (At
7.25; Êx 13.3). Moisés fugiu na direção sudeste,
afastando-se de onde vivia talvez quatrocentos quilômetros. Midiã tinha sido um
dos filhos de Abraão e Quetura (Gên. 25.1-6). Assim, os midianitas eram
parentes distantes de Moisés, uma tribo árabe que vivia na região ao sul do
Sinai e na porção noroeste da Arábia. Esse deserto diferia muito da favorecida
região de Gósen, no Egito, que era onde estava o grosso da população israelita.
Gên. 45.10. Os midianitas eram seminômades. Seu centro ficava às margens do
golfo de Ácaba. O local tradicional do monte Sinai ficava naquela região, Os
nabateus, mui provavelmente, foram os sucessores dos midianitas na região,
tendo sido os que edificaram a famosa cidade de Petra. Estando muito cansado,
sentou-se à beira de um poço, para repousar, e esse fato deu-lhe ocasião de
mostrar a sua coragem, abrindo o caminho para uma sorte melhor. Eis como tudo
se passou: Um sacerdote chamado Reuel, ou Jetro, muito estimado entre os seus, tinha
sete filhas, que, segundo o costume das mulheres de Troglodita, cuidavam dos
rebanhos do pai. Ora, como a água doce é muito rara naquelas paragens, os
pastores e pastoras iam solicitamente buscá-la, para dar de beber aos animais.
Assim, as irmãs vieram naquele dia por primeiro ao poço, tiraram água e
encheram as suas vasilhas para dar de beber aos carneiros e ovelhas.
Mas
alguns pastores que ali chegaram maltrataram-nas e tomaram a água que elas
tinham tido o trabalho de tirar. Moisés, enraivecido por tal violência, julgou que
não devia absolutamente permiti-la. Espancou os insolentes e afugentou-os,
auxiliando as moças no que a justiça pedia dele. Elas contaram ao pai o que ele
havia feito em favor delas e rogaram-lhe que mostrasse o seu reconhecimento
para com o estrangeiro, pelo auxílio que lhes prestara. Reuel louvou a gratidão
das filhas e mandou chamar Moisés. E não se contentou em agradecer uma ação tão
generosa, mas lhe deu Zípora, uma de suas filhas, em casamento e a
superintendência de todos os seus rebanhos, no que consistia, então, a riqueza
dessa nação.
Moisés
morava então com o sogro e cuidava dos rebanhos deste. Um dia, levou-os a
pastar no monte Sinai, que é o mais alto de todos os da província, muito rica
em pastagens. Isso porque além da fertilidade natural, os outros pastores lá
não iam por causa da santidade do lugar, onde, dizia-se, Deus morava. E lá ele
teve uma visão maravilhosa. Viu uma sarça ardente, de tal modo rodeado pelas
chamas que parecia dever queimar-se, e, no entanto nem as folhas, nem as flores
e nem os ramos eram danificados. Era o anjo do Senhor, ”Jesus”! Em uma teofania
isso era natural no antigo testamento. Teofania é uma
manifestação de Deus na Bíblia que é tangível aos sentidos humanos. Em seu
sentido mais restritivo, é uma aparência visível de Deus no período do Antigo
Testamento, muitas vezes, mas não sempre, em forma humana. Algumas das
teofanias são encontradas nestas passagens:
1.
Gen. 12.7-9 - O Senhor apareceu a Abraão em sua chegada na terra que Deus
prometeu a ele e a seus descendentes.
2. Gênesis 18.1-33 - Um dia, Abraão teve
alguns visitantes: dois anjos e o próprio Deus. Ele os convidou para ir à sua
casa, e ele e Sara os entretiveram. Muitos comentaristas acreditam que este
também poderia ser um exemplo de Cristofania, uma aparência pré-encarnada de
Cristo.
3.
Gênesis 32.22-30 - Jacó lutou com o que parecia ser um homem, mas era na
verdade de Deus (versículos 28-30). Isso também pode ter sido um exemplo de
Cristofania.
4.
Êxodo 3:2 – 4.17 - Deus apareceu a Moisés na forma de uma sarça ardente,
dizendo-lhe exatamente o que queria que ele fizesse.
5.
Êxodo 24:9-11 - Deus apareceu a Moisés, com Arão e seus filhos e os 70 anciãos.
6.
Deuteronômio 31.14-15 - Deus apareceu a Moisés e Josué na transferência de
liderança para Josué.
7.
Jó 38-42 - Deus respondeu a Jó de um redemoinho e falou longamente em resposta
às perguntas de Jó. Frequentemente, o termo "glória do Senhor"
reflete uma teofania, como em Êxodo 24.16-18, a "nuvem" tem uma
função similar em Êxodo 33:9. Uma introdução frequente de teofanias pode ser
vista nas palavras "o Senhor desceu", como em Gênesis 11.5, Êxodo 34.5,
Números 11.5 e 12.5. Alguns comentaristas da Bíblia acreditam que sempre que
alguém recebeu uma visita do "anjo do Senhor", isso era de fato
Cristo pré-encarnado. Essas aparições podem ser vistas em Gênesis 16:7-14,
Gênesis 22.11-18; Juízes 5.23, 2 Reis 19.35 e outras passagens. Outros
comentaristas acreditam que estes eram de fato angelofanias, ou aparições de
anjos. Embora não existam Cristofanias indiscutíveis no Antigo Testamento, cada
teofania na qual Deus assume forma humana prefigura a encarnação, quando Deus
tomou a forma de um homem para viver entre nós como Emanuel, "Deus
conosco" (Mt. 1.23).
Tal
prodígio deixou-o atônito: nunca, porém, o medo foi maior do que quando ouviu
sair do meio da sarça uma voz, que o chamou pelo nome e perguntou-lhe como se atrevera
ir a um lugar santo, do qual nenhum outro antes se aproximara. Mandou-lhe que
se afastasse da chama, não se deixando levar pela curiosidade, e se contentasse
com o que merecera ver, sendo um digno sucessor da virtude de seus
antepassados. A voz predisse-lhe, em seguida, a glória que ele deveria
conquistar: com o auxílio que receberia de Deus, tornar-se-ia célebre entre os
homens. Ordenou-lhe que voltasse sem temor para o Egito, a fim de libertar os
hebreus de sua cruel escravidão. "Pois", acrescentou a mesma voz,
"eles tornar-se-ão senhores do mesmo país rico em todas as espécies de
bens que Abraão, o chefe de vossa raça, possuiu e serão devedores de tão grande
felicidade à vossa sábia direção. Mas, depois que os tiverdes tirado do Egito,
não deixeis de oferecer um sacrifício neste mesmo lugar". Na escola do
deserto, Moisés passara a conhecer as adversidades da vida com relação a
alimentação escassa, para o ser humano e animais, a falta de agua potável para
saciar a sede e o calor durante o dia e frio a noite que consome a saúde de
qualquer ser humano despreparado para tal. O seu povo que estava no Egito não
tinha noção daquela vida. A manifestação de Deus a Moisés era para
tranquiliza-lo. Deus pode tomar um arbusto
insignificante, fazê-lo arder e transformá-lo num milagre; era exatamente isso
o que desejava fazer com Moisés. Alguns veem na sarça ardente uma imagem de Israel
como nação - a luz de Deus para o mundo, perseguidos, porém não consumidos. No
entanto, a sarça ardente também era um retrato do que Deus havia planejado para
Moisés: ele era um frágil arbusto, mas Deus era o fogo que lhe daria poder (Êx
19.18; 24:1 7; Dt 4.24; Jz 13.20; Hb 12.29); com a ajuda de Deus, não havia
nada que Moisés não pudesse fazer. Em Ex.3.8. Deus diz a Moisés; ”Eu vi a
aflição de meu povo e desci para livra-los.” Moisés não era o libertador do
Egito, mas sim Deus! Moisés era e foi apenas uma ferramenta nas mãos do Eterno,
para executar as tarefas divinas.
Vemos
nos dias atuais, lideres gritando em nome de Deus e dando ordens a Deus, como
se fossem divinos. Deus não recebe ordem! Deus não trabalha com insubmisso!
Deus não a tenta para hipócritas! Quando Deus disse a Moisés que ele livraria
seu povo e ele seria o mediador, Moisés disse: “Ah Senhor eu não posso”! Não
sei falar! Manda outro em meu lugar! Vai porque eu sou contigo, sou eu que
farei a obra. “A muita gente que se oferece para fazer obras especifica de
Deus, apenas por status, mas as coisas não fluem ai saem culpando Deus e seus
colegas e irmãos.” Deus não usa ninguém preparado para sua obra, mas pessoas
preparadas para a vida podem sim fazer sua obra (NM).
Apesar de algumas pessoas se confundirem com a etnia de Moisés (v. 19), ele sabia que era hebreu, não egípcio, e não podia evitar identificar-se com o sofrimento de seu povo. Certo dia tomou a corajosa decisão de ajudá-los, mesmo que isso significasse perder sua posição de nobre como filho adotivo da princesa (Hb 11.24-26). Os prazeres e tesouros do Egito desvaneceram quando ele se viu ajudando a libertar o povo escolhido de Deus.
Moisés
morava então com o sogro e cuidava dos rebanhos deste. Um dia, levou-os a
pastar no monte Sinai, que é o mais alto de todos os da província, muito rica
em pastagens. Isso porque além da fertilidade natural, os outros pastores lá
não iam por causa da santidade do lugar, onde, dizia-se, Deus morava. E lá ele
teve uma visão maravilhosa. Viu uma sarça ardente, de tal modo rodeado pelas
chamas que parecia dever queimar-se, e, no entanto nem as folhas, nem as flores
e nem os ramos eram danificados. Era o anjo do Senhor, ”Jesus”! Em uma teofania
isso era natural no antigo testamento. Teofania é uma
manifestação de Deus na Bíblia que é tangível aos sentidos humanos. Em seu
sentido mais restritivo, é uma aparência visível de Deus no período do Antigo
Testamento, muitas vezes, mas não sempre, em forma humana. Algumas das
teofanias são encontradas nestas passagens:
2. Gênesis 18.1-33 - Um dia, Abraão teve
alguns visitantes: dois anjos e o próprio Deus. Ele os convidou para ir à sua
casa, e ele e Sara os entretiveram. Muitos comentaristas acreditam que este
também poderia ser um exemplo de Cristofania, uma aparência pré-encarnada de
Cristo.
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